Manuais de Infraestrutura Cicloviária

O site Bicycle Infrastructure Manuals (manuais de infraestrutura cicloviária, em tradução livre) é um importante repositório de cadernos técnicos com recomendações para o planejamento e projeto de infraestrutura cicloviária (ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas, etc.). No final deste post, trazemos também uma lista de 15 documentos e manuais em português para download.

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[Tutorial] Criando Perfis de Rua no Streetmix

O Streetmix é um site que permite o usuário criar perfis de rua, a partir da organização de diversos elementos viários pré-estabelecidos. Este post traz um tutorial de como criar perfis de rua utilizando o Streetmix.

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Artigo: A vez das Bicicletas?

Foi publicado, no mês de março, na Revista Minha Cidade, do Portal Vitruvius, o artigo intitulado “A Vez das Bicicletas?” de minha autoria, com a coautoria do professor Mauro Normando Macêdo Barros Filho, da Universidade Federal de Campina Grande. Neste texto, contextualizamos a mobilidade por bicicleta durante a pandemia do Covid-19. A partir de dados estatísticos, publicações e notícias recentes, elencamos os principais os potenciais, limitações e desafios para que a bicicleta se consolide no planejamento dos transportes urbanos.

Para acessar o artigo, clique no link abaixo:

https://vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/21.248/8039

Transportes Ativos, Não Motorizados e de Baixo Carbono: Alguns Conceitos

Nos atuais estudos sobre mobilidade urbana e transportes, uma série de novos conceitos têm sido utilizados frequentemente, como “transportes ativos”, “transportes não motorizados” e “transportes de baixo carbono”. Às vezes estes conceitos são utilizados como sinônimos, mas cada um deles possui peculiaridades e abrangem grupos diferentes de meios de transporte. Este post traz uma breve revisão e delimitação destes conceitos, apresentando as formas de deslocamento inseridas em cada um e faz recomendações de uso dos termos.

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Artigo: Notas sobre Qualidade do Transporte Público por Ônibus

Hoje, 22 de setembro, comemora-se o Dia Mundial sem Carro. Como forma de celebrar a data, trago um artigo publicado ontem na Revista Minha Cidade, do Portal Vitruvius, intitulado “Notas sobre Qualidade do Transporte Público por Ônibus”, de autoria de Guilherme Magalhães Mendes (graduando em Arquitetura e Urbanismo pela UNIFIP Centro Universitário de Patos, Paraíba) e com minha coautoria.

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12 Sites sobre Mobilidade por Bicicleta

Este post traz uma lista de 12 sites que trazem informações importantes sobre mobilidade por bicicleta, como manuais, normas, artigos e cadernos técnicos.

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Chamada de Trabalhos: XVII Rio de Transportes

O XVII Congresso de Pesquisa e Ensino em Engenharia de Transportes do Estado do Rio de Janeiro (XVII Rio de Transportes) abriu uma chama de submissão de trabalhos para o evento. O prazo máximo de envio os trabalhos é 8 de setembro de 2020.

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Paradoxo de Braess: adicionar vias pode piorar o trânsito

A ideia de que construir mais ruas e avenidas para que os usuários de automóveis tenham mais opções de trajeto e espaços livres para os seus deslocamentos é uma boa solução para os problemas de congestionamento nas cidades é comumente aceita como verdade no senso popular. No entanto, alguém já demonstrou matematicamente em 1968 que abrir mais uma rua pode, sim, piorar engarrafamentos. Duvida? O paradoxo de Braess, formulado pelo matemático alemão Dietrich Braess, pode ser demonstrado da seguinte forma:

A ideia de que construir mais ruas e avenidas para que os usuários de automóveis tenham mais opções de trajeto e espaços livres para os seus deslocamentos é uma boa solução para os problemas de congestionamento nas cidades é comumente aceita como verdade no senso popular. No entanto, na prática, não é bem assim. Vários estudiosos já apontaram que essa é uma solução com prazo de validade curto, pois apenas alimenta o ciclo vicioso da (i)mobilidade urbana e novas ruas e avenidas, com o tempo, ficarão também saturadas e, de quebra, deixando via de regra maiores distâncias a serem percorridas. Além disso, alguém já demonstrou matematicamente em 1968 que abrir mais uma rua pode, sim, piorar engarrafamentos. Duvida? O paradoxo de Braess, formulado pelo matemático alemão Dietrich Braess, pode ser demonstrado da seguinte forma:

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As premissas são as seguintes:

  1. O percurso de Início até Fim pode ser feito passando pelo ponto A ou pelo ponto B;
  2. De Início até A e de B até Fim a via é estreita e o tempo de viagem depende da quantidade de veículos, numa relação t = Q/100 (tempo é igual à quantidade de veículos dividida por 100);
  3. De Início até B e de A até Fim a via é larga o suficiente para o tempo de viagem ser sempre de 45 minutos, independente do número de carros.

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Se considerarmos que há 4 mil carros que precisam fazer esse deslocamento, espera-se que essa demanda se distribua uniformemente: 2 mil fazem Início → A → Fim e 2 mil fazem Início → B → Fim, como mostra a figura abaixo.

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Isso porque, assim, cada carro leva 65 minutos para percorrer de Início até Fim, metade passando por A e metade passando por B.

Agora, suponha-se que um caminho é construído ligando o ponto A ao ponto B. Só que não é um caminho qualquer: é um túnel quântico, feito por Tony Stark enquanto ele tentava descobrir como voltar no tempo para ir atrás das joias do infinito, inspirado pelas experiências de sucesso do Dr. Doc Brown. Eu sei, parece improvável, mas o fato é que, passando pelo túnel, os carros são teletransportados do ponto A para o ponto B em menos de 1 segundo (t = 0), como mostra a figura abaixo:

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Agora, os carros que faziam o caminho Início → A → Fim podem ir de A até B para aproveitar a “rapidez” do caminho do ponto B até Fim, certo?! Nem tanto, pois, como demonstra a figura abaixo, a economia de tempo seria de apenas 5 minutos, já que o caminho de B até Fim levaria mais tempo em virtude do aumento da demanda. E, como consequência, o caminho Início → B → Fim se tornaria 20 minutos mais demorado para 2 mil carros.

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Num quadro geral, houve, portanto, uma piora do trânsito, já que metade dos carros economizou 5 minutos e a outra metade gastou mais 20 minutos.

Só que ainda pode ficar pior. Como as escolhas dos percursos são quase sempre motivadas por interesses individuais, o que no paradoxo chama-se “roteamento egoísta”, com o tempo, sabendo que o caminho Início → A → B → Fim é mais rápido que Início → B → Fim, os outros motoristas passariam a escolher aquele caminho em vez deste, gerando assim uma piora ainda maior no trânsito, como mostra a figura abaixo.

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Claro que essa é uma explicação mais didática do Paradoxo de Braess, mas a lógica é essa: a construção de um caminho adicional visando melhorar a situação de um sistema viário congestionado pode provocar uma perda generalizada de desempenho para todos os usuários da rede. Ou seja, sem o túnel quântico, a busca individual de cada motorista pelo melhor percurso gera uma solução ótima para o conjunto total dos motoristas. Com o túnel, o conjunto das melhores decisões individuais não significa necessariamente a melhor solução para o desempenho global da rede.

Então, pense comigo: se isso for verdade, isto é, se a adição de uma via for prejudicial para os usuários de uma rede, o bloqueio de uma via pode, então, em certas situações, ser benéfico?! Sim, pode. Essa hipótese já foi levantada, testada e confirmada matematicamente e está demonstrada neste artigo.

Você conhece algum caso prático do Paradoxo de Braess? Conta pra gente nos comentários.

Até a próxima!

 

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Material de apoio:

https://www.sinaldetransito.com.br/curiosidades_foto.php?IDcuriosidade=84

https://www.thecityfixbrasil.org/2011/09/21/paradoxo-de-braess-e-as-cidades-brasileiras/

http://www.antp.org.br/noticias/clippings/paradoxo-de-braess-abrir-ruas-pode-piorar-o-transito-marcelo-viana.html

https://bibliotecadigital.fgv.br/dspace/bitstream/handle/10438/18780/TCC-Polyana.pdf

Importando Dados de Infraestrutura Cicloviária do CicloMapa para o QGIS

Este post traz um breve tutorial de como importar dados de infraestrutura cicloviária do Ciclomapa para o QGIS.

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Artigo: A Importância do Sistema de Informações para o Gerenciamento de Indicadores de Qualidade do Transporte Público Urbano

Foi publicado, no mês de dezembro, o artigo intitulado “A Importância do Sistema de Informações para o Gerenciamento de Indicadores de Qualidade do Transporte Público Urbano”, na Revista dos Transportes Públicos, de autoria de Paulo Vítor Nascimento de Freitas, Sheila Freire, José Augusto Ribeiro da Silveira e Alexandre Augusto Bezerra da Cunha Castro (eu).

A pesquisa objetivou analisar como os sistemas de informações são importantes para a qualidade do transporte público urbano, apresentando indicadores de qualidade baseados nestes sistemas. Como metodologia, foram seguidas as seguintes etapas:

  • Pesquisa bibliográfica sobre o tema discutido;
  • Construção de uma base teórica e  compreensão sobre a temática abordada;
  • Pesquisa de indicadores de qualidade do transporte público (relacionados à parte técnico-operacional e à percepção dos usuários);
  • Análise do material compilado e concepção de um modelo de sistema de informações voltado à extração de relatórios e indicadores.

Os resultados indicam que, de fato, os sistemas de informação podem contribuir diretamente para a melhoria da qualidade do serviço do transporte público. Observou-se também, ao longo da pesquisa, que esses tipos de indicadores necessitam de um sistema
de informações confiável,  servindo de apoio para o cálculo regular dos índices, além de respeitar uma periodicidade que venha a permitir estudos históricos comparativos.

Os autores ainda afirmam que:

O sistema de informações, em conjunto com os indicadores de qualidade, é, portanto, ferramenta indispensável para os processos de gestão da qualidade, na medida em que dá suporte aos gestores durante as tomadas de decisão e ajuda no processo de melhoria continuada do serviço. Verificou-se, com base nos achados, que o planejamento dos transportes pode ser beneficiado durante todas as etapas, desde a coleta inicial de dados, passando pela manipulação, análise, processamento e distribuição, contribuindo, assim, para a construção de um processo de gestão mais eficiente e contínuo.

Freitas et al. (2019, p. 60)

O artigo foi publicado na edição nº 153 da Revista dos Transportes Públicos, que pode ser baixada gratuitamente no link abaixo:

http://www.antp.org.br/biblioteca-vitrine/revista-dos-transportes-publicos.html

 

Veja outros artigos publicados pelos autores na nossa seção de Publicações Acadêmicas.

Referência:

FREITAS, P. V. N.; FREIRE, S.; SILVEIRA, J. A. R.; CASTRO, A. A. B. C. A Importância do Sistema de Informações para o Gerenciamento de Indicadores de Qualidade do Transporte Público Urbano. Revista dos Transportes Públicos, v. 42, n. 3, p. 49-62, 2019.